Segundo Olavo Henrique Furtado, coordenador de pós-graduação e MBA da Trevisan Escola de Negócios, os salários inflacionados nesses segmentos são consequência da lei de oferta e procura. “São necessários 10 anos, pelo menos, para a qualificação de um profissional com os pré-requisitos que o mercado exige hoje. Mesmo que a formação de mão de obra seja potencializada, não há como responder à demanda das empresas no curto prazo”, observa o professor.
Ex-aluna de duas especializações promovidas pelo Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional do Petróleo e Gás Natural), da Petrobras, a engenheira química Juliana Rangel do Nascimento, 34 anos, dobrou o salário desde que cursou a primeira, mesmo após ter feito mestrado. O curso de Engenharia de Processo Downstream foi feito na PUC-Rio, no 1º ciclo do programa. O segundo foi um MBA em Gerenciamento de Projetos, na FGV, no 4º ciclo. “Essas áreas cresceram muito, e há uma demanda muito grande por profissionais, por conta dos novos projetos no setor. As pessoas saem da faculdade muito cruas”, avalia Juliana.
Ex-cozinheiro de bufê autônomo, Ezequiel Roberto da Silva Junior, 35 anos, já havia feito curso de cozinheiro no Senac e passou na prova do Prominp na área, para o Senac Macaé. Hoje, ganha 50% a mais contratado de prestadora de serviço, embarcado na plataforma de petróleo P-12: “É claro que é uma adaptação. Minha e da família. Mas valeu a pena financeiramente”.
Fonte: Terra - O Dia Online
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